A palavra medíocre tem sido ultimamente aquela capaz de melhor definir o que penso sobre mim mesmo. Tudo que sempre fiz,faço e sem dúvida alguma farei, se reduz a um nível tal de mediocridade que,ainda que tal feito funcione, sua relevância é zero.
Explico em parte: nasci com o dom divino da responsabilidade, atrelada a uma preguiça que me deixa tudo para a última hora. Quase sempre. Invariavelmente,independente do tempo gasto,eu farei aquilo que me foi pedido. E sairá de forma medíocre. Não será um lixo, e nem uma obra prima, será apenas medíocre. Um algo que "poderia ter sido" mas que nunca "virá a ser" por tal incapacidade minha de dar anima as coisas. Talvez por eu mesmo ser desprovida de anima,de alma.
Em minha mediocridade percebo como levo um dia apos o outro apenas como uma rotina,um dever, uma necessidade. Se nada faço com paixão real, não vivo,pois. Se me falta uma essência do ser, se me falta uma capacidade de admirar o punctum das coisas vivas e não vivas,materiais e imateriais, ectoplásmicas ,fantasmáticas, me falta logo a compreensão da minha necessidade do estar,do viver,do andar,do ser.
Banal ora, banalidade tamanha e sem fim a qual tento dar uma relevância ou um parecer através de palavras transcodificadas em códigos binários. Zeros e um`s que são mais capazes de expressar a mim do que eu mesmo.
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Um comentário:
Oi! Brigada pela visita lá!
Também costumo deixar tudo para última hora... Mas tenho certeza que o Blog vai te dar mais anima, não tem como se acomodar com ele!
Sucesso!
Beijos,
Xu
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