quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Sobre o sofrer.

Então o que é o amor senão enfiar-se num poço confuso onde jorram emoções e aflições de tipos vários e intensidades crescentes?
De que serve tal sentimento se sempre que o sinto a dor é maior que o prazer, o sofrer é mais intenso que o não amar?
Como explicar a necessidade humana pela afeição do outro,pela cumplicidade,pela naturalidade de um sentimento incompreensível ,que se pensa ser o ápice da relação hjumana quando na verdade se comprova sua característica mais destrutiva.
Porque acredito num sentimento tão tolo, tão inalcançável quanto a imortalidade?Serei eu um humano real ou apenas uma sombra vivendo neste mundo, agindo e pensando como se minha vida pudesse ser melhor do que isso? Ficção,apenas. Eu posso ser feito de carne,sangue e ossos, posso tocar e ser tocado, minha existência física é apenas um corpo, um corpo semi-vivo que caminha. O que importa se minha alma e minha mente estão a séculos deste tempo. Esse sentimento de não pertencimento, jorrando um lágrima de puro vazio e nenhum sentimento. Onde estou,quem sou eu, o que realmente gosto e quero? Je ne sais pas
Sou um paradoxo em mim mesmo. Não há nada a fazer quando por mais que tente eu não conheça meu próprio eu. Se não há felicidade, não há vida, não há ar, e já não posso mais respirar,ainda que minha vontade de viver e minha busca pela felicidade permaneçam sempre fortes.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Sobre uma vida banal.

A palavra medíocre tem sido ultimamente aquela capaz de melhor definir o que penso sobre mim mesmo. Tudo que sempre fiz,faço e sem dúvida alguma farei, se reduz a um nível tal de mediocridade que,ainda que tal feito funcione, sua relevância é zero.
Explico em parte: nasci com o dom divino da responsabilidade, atrelada a uma preguiça que me deixa tudo para a última hora. Quase sempre. Invariavelmente,independente do tempo gasto,eu farei aquilo que me foi pedido. E sairá de forma medíocre. Não será um lixo, e nem uma obra prima, será apenas medíocre. Um algo que "poderia ter sido" mas que nunca "virá a ser" por tal incapacidade minha de dar anima as coisas. Talvez por eu mesmo ser desprovida de anima,de alma.
Em minha mediocridade percebo como levo um dia apos o outro apenas como uma rotina,um dever, uma necessidade. Se nada faço com paixão real, não vivo,pois. Se me falta uma essência do ser, se me falta uma capacidade de admirar o punctum das coisas vivas e não vivas,materiais e imateriais, ectoplásmicas ,fantasmáticas, me falta logo a compreensão da minha necessidade do estar,do viver,do andar,do ser.
Banal ora, banalidade tamanha e sem fim a qual tento dar uma relevância ou um parecer através de palavras transcodificadas em códigos binários. Zeros e um`s que são mais capazes de expressar a mim do que eu mesmo.

Adeus, mundo :Este não é um blog engraçadinho

Aos desavisados que por acaso cairam aqui de paraquedas, o primeiro post é apenas um aviso: se você esperava por relatos engraçados de uma pessoa idiota e suas idiotices, mude de rumo antes que o caráter triste deste blog acabe com seu dia. O idiota aqui é usado no sentido mais pejorativo,mais cruel e mais real possível, o que caracteriza realmente o dono deste blog e as idiotices tamanhas e sem fim que ele comete nessa vida. Para nao ficar chato demais e dependente das - muitas - idiotices,besteiras,burradas e afins que este que vos fala pratica a todo instante, vez ou outra algum post reflexivo pode aparecer. Mas não espere achar nele a resposta dos seus probelmas, nem um pensamento lindo e comum sobre o mundo ,as pessoas, a humanidade.
Este que aqui escreve se considera um pessimista nato, ainda que na visão de tantos outros ,seja exatamente o contrário,um otimista de carteirinha.

Adeus, mundo